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Eventos

1º Congresso Internacional: Ciência, Inovação e Desenvolvimento na Lusofonia

É com grande satisfação que na qualidade de Reitor da Universidade Lusófona de Portugal agradeço ao Senhor Reitor Professor Carlos Alberto Delgado, o convite para participar neste muito importante 1º Congresso Internacional: Ciência, Inovação e Desenvolvimento na Lusofonia, organizado pela Universidade Lusófona de Cabo Verde (ULCV).

Sua Excelência o Senhor Presidente da República de Cabo Verde, Doutor José Maria Neves;
Sua Excelência a Senhora Vice-Presidente de Angola, Doutora Esperança Maria Eduarda Francisco da Costa;
Sua Excelência a Senhora Presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Doutor Augusto Neves
Magnífico Reitor da Universidade Lusófona de Cabo Verde-Baltazar Lopes da Silva, Prof. Doutor Carlos Alberto Delgado;
Magníficos Reitores e Exmos. Presidentes de outras Instituições de Ensino convidadas;
Exma. Senhora Presidente da Comissão Preparatória do Congresso, Doutora Elisa Silva e em si todos os que puserem de pé este Congresso;
Minhas Senhoras;
Meus Senhores;

É com grande satisfação que na qualidade de Reitor da Universidade Lusófona de Portugal agradeço ao Senhor Reitor Professor Carlos Alberto Delgado, o convite para participar neste muito importante 1º Congresso Internacional: Ciência, Inovação e Desenvolvimento na Lusofonia, organizado pela Universidade Lusófona de Cabo Verde (ULCV).

O administrador da COFAC e fundador do nosso grupo de ensino, Professor Manuel De Almeida Damásio não pode estar presente por razões imponderáveis, e em nome dele aproveito esta ocasião para transmitir a sua saudação aos presentes, e o louvor que entende fazer à organização desta notável iniciativa. Trata-se de uma verdadeira oportunidade para a autorreflexão da Universidade organizadora e para o enriquecimento das instituições de firmação superior da CPLP, que tem por imperativo a boa articulação do ensino, a investigação, a criatividade e a inovação, ligando as universidades à sociedade e às empresas, contribuindo para um mundo melhor.

A criação, senão a refundação, da Universidade Lusófona em 1 de Dezembro de 2022, de que sou o primeiro reitor, resultou da integração da ULHT e da ULP numa única instituição, levando ao reforço da presença do nosso projeto formativo no espaço universitário português e europeu, bem como no espaço lusófono em que nos integramos vocacionalmente. Com efeito, ao assumirmos e levarmos adiante o legado de 30 anos de trabalho, tornámo-nos na maior universidade privada em Portugal, ultrapassando os 15000 alunos, dos quais, ao dia de hoje, mais de 1400 vêm do estrangeiro.

Para além da dimensão formativa, com as suas 15 faculdades, a Universidade Lusófona está a dar passos para se tornar numa universidade de investigação, pois a inovação depende da investigação, e isso constitui uma elemento fulcral para nos articularmos com as empresas e instituições que exigem a inovação para se afirmarem num mundo em mutação, e de que a inteligência artificial constitui um problema decisivo, em boa hora submetido à discussão neste congresso.

Com a criação do FilmEu +, a universidade europeia em cinema e artes dos media de que somos promotores e líderes, e cuja importância é vital para a Ulusofona, a nossa estratégia diversificou-se e reforçou-se consideravelmente. Actualmente constituída por 8 universidades de 8 países (Portugal, Bélgica, Irlanda, Dinamarca, Lituânia, Eslováquia, Bulgária e Estónia), com mais de 50000 estudantes no seu conjunto, essas universidades associaram-se prioritariamente para desenvolver o cinema, as Artes dos media e indústrias culturais. Com financiamentos europeus de cerca de 40 milhões de Euros, a FilmEu7 constitui um desafio para Universidade Lusófona, que se terá de envolver neste projecto, através das sus diversas faculdades, permitindo-nos aceder a programas como o Horizon, a European Bauhaus, o Erasmus +, onde temos obtido claro sucesso.

Este trabalho intenso de consolidação e desenvolvimento faz parte da missão da Universidade Lusófona, mas está também aberto à participação dos nossos parceiros nos CPLP, pois tem tudo a ganhar com o alargamento de estes esforços aos nosso colegas e parceiros em África e no Brasil. A Europa sabe bem, que isolada, pode menos e faz menos.

O nosso projeto educativo assenta num tripé essencial: na consolidação e fortalecimento da Universidade Lusófona do Espaço português,; na internacionalização nomeadamente a assunção de um papel ativo na espaço europeu do ensino superior, de que a FilmEu é um elemento primordial, e finalmente, but not least, dentro da missão que nos institui, a intervenção solidária e activa no espaço da lusofonia, mormente da CPLP, quer através de iniciativas colaborativas a nível nacional, quer pela o contributo para implementar a rede do ensino lusófono de maneira relacional e livre.

Neste contexto, orgulhamo-nos muito em especial da criação em estreita articulação com os responsáveis políticos e empreendemos de cada pais da nossa de instituições e universidades em Cabo Verde, na Guiné, Angola, Moçambique, e em São Paulo, Niterói e Baía no Brasil. Sendo autónomas, como é imperativo, todas estas instituições têm a ganhar com a cooperação mutua, e, atrevo-me a pensar, da sua maior cooperação com Universidade Lusófona de Portugal, tal como esta tem tudo a ganhar com a cooperação franca e livre por parte das nossas instituições parceiras.

Com efeito, por vocação decidida desde a fundação, a Universidade Lusófona considera a sua relação com os países da Lusofonia como constituindo uma das suas missões essencial, e a nossa universidade europeia pode reforçar e apoiar o crescimento mútuo, sustentável e responsável de todas as nossas instituições.

Lado a lado com parecerias com universidades ligadas à CPLP, em África e no Brasil, visando benefício mútuo um crescimento consolidado no ensino, na investigação, na ligação à comunidade, a Universidade Lusófona integra, na CPLP, também 14 Comissões Temáticas, tendo sido o promotor das sessões temáticas de “Tecnologia e Sociedade” e de” Assuntos do Mar”, já sob a égide da actual reitoria. Sendo abrangentes e transnacionais, podem constituir em conjunto uma plataforma de instituições privados e públicas, que sirvam a comunidade e a promoção do saber e do conhecimento desenvolvido colaborativamente.

Na situação complexa pela qual o mundo está a passar, cooperar através saber, da verdade e com o respeito pelas diferenças, constitui um sinal de esperança e dá passos concretos para a paz.

Será com alegria que assistirei e participarei no Congresso. Fiquei muito honrado com o convite do Reitor da Universidade Lusófona de Cabo Verde, que considero um amigo e um aliado para o nosso desenvolvimento comum. Aliás, as nossas duas Universidades têm cooperado de maneira segura e continuada, tendo pela nossa parte apoiado a criação de cursos inovadores, a proposta e aprovação de um programa Erasmus articulando mais de 8 universidades europeias e africanas, no qual Cabo Verde desempenha um papel importante. A presença da nossa delegação neste congresso é bem reveladora da importância que damos à nossa cooperação mútua,

Há muito a fazer. É preciso incrementar a mobilidade entre os nossos estudantes e professores, a dupla titulação, e acima de tudo a internacionalização e a participação num espaço de investigação comum, que nos garanta um futuro sustentável. Da nossa parte e da Universidade Lusófona o Senhor Professor Carlos Alberto Delegado sabe que pode contar absolutamente, tal como a nossa universidade quer contar com a sua.

Apresto-me a concluir e faço-o citando uma frase do nosso fundador Professor Manuel de Almeida Damásio: "A educação, a ciência e a inovação são bases essenciais para o desenvolvimento humano que temos de solidária e tolerantemente, procurar, e em que, também, a transformação energética e digital, a sustentabilidade ambiental e o humanismo terão de ser o foco especial".

Tenho dito. Muito obrigado

José Bragança de Miranda
Reitor