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Reitoria

Vice-Reitoria para a Internacionalização, Cooperação e Cidadania

Isabel Babo
Vice-Reitoria para a Internacionalização, Cooperação e Cidadania
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A universidade é, por natureza, internacional, seja pela universalidade do conhecimento, seja pela circulação de estudantes, professores e investigadores. Como instituição dedicada ao ensino, à produção e disseminação do conhecimento científico, cultural e técnico, a universidade é um lugar de formação científica e cidadã, aberta a todos aqueles que escolham dedicar-se à sua formação superior e ao longo da vida. Nela estão agregados os valores universitários e os princípios de liberdade académica, autonomia institucional e cidadania.

A Universidade Lusófona (ULusofona) tem, justamente, como vocação e como interesse estratégico a internacionalização e a cooperação transnacional, a partir de relações de ensino, investigação, intercâmbio e cooperação com Instituições e Associações de Ensino Superior europeias e internacionais e, em particular, com o espaço europeu de ensino superior e com os países de língua portuguesa. A pertença a uma mesma comunidade de língua estreita o diálogo entre pares, assim como os laços do pensamento e da produção criativa.
Esta ecologia universitária internacional — que envolve a participação dinâmica de docentes, pessoal técnico, administrativo e de apoio, e estudantes — é, hoje, o espaço de lógicas colaborativas entre atores académicos, de pluralidade cultural e científica, de equidade, diversidade e inclusão. Por sua vez, o Espaço Europeu do Ensino Superior, no qual a ULusofona se integra ativamente – além do mais, coordenando o FilmEU, uma aliança de oito universidades europeias –, é, indiscutivelmente, o ecossistema propício e promotor do desenvolvimento da internacionalização do ensino superior. O Programa Erasmus+ (European Region Action Scheme for the Mobility of University Students) consagra oportunidades para pessoas e organizações europeias e de todo o mundo.
As práticas de internacionalização do ensino superior, de intercâmbio e de cooperação (entre IES e com associações e organizações parceiras), ao mesmo tempo que materializam as dimensões intercultural, multidisciplinar e universal do ensino e da investigação, revertem-se, igualmente, num contributo à sociedade. A isto liga-se a emancipação do sujeito e a formação da cidadania, já que a literacia, o saber, a cultura e o conhecimento científico são pilares constitutivos desta última. Considere-se, assim, que as principais razões para valorizar a internacionalização e a cooperação são a melhoria da qualidade do ensino, da aprendizagem e da investigação e a capacitação dos estudantes, assim como de docentes e não docentes, para viver, trabalhar e exercer plenamente a sua cidadania num mundo multicultural e global.
Incumbe-nos a defesa dos valores enunciados e a identificação de oportunidades de cooperação, intercâmbio e atividade cidadã nesses ecossistemas, assim como a consolidação dos laços existentes, reforçando o compromisso inabalável em contribuir para a expansão e excelência da Universidade Lusófona.

Isabel Babo
Vice-Reitora para a Internacionalização, Cooperação e Cidadania
Janeiro de 2026